- Desde 2022, a Malásia realizou mais de 3.000 operações contra a mineração ilegal de criptomoedas.
- As autoridades apreenderam mais de 75.000 dispositivos de mineração e prenderam mais de 600 indivíduos.
- A mineração ilegal causa danos significativos ao sistema energético e ameaça a estabilidade do fornecimento de eletricidade.
- O governo fortalece a cooperação com empresas de energia e autoridades locais para combater atividades ilegais.
Resultados da Repressão à Mineração Ilegal de Cripto na Malásia Desde 2022
Como parte dos esforços contínuos para enfrentar a questão da mineração ilegal de criptomoedas, o governo da Malásia relatou progressos notáveis. Desde 2022, as agências de aplicação da lei realizaram mais de 3.000 operações visando operações ilegais de mineração de criptomoedas que exploram eletricidade roubada. Até maio de 2026, as autoridades haviam confiscado um total impressionante de 75.578 dispositivos de mineração e apreendido 629 indivíduos envolvidos nessas atividades ilícitas.
Medidas de Reforço Contra a Mineração Ilegal
O Vice-Ministro do Interior, Datuk Seri Shamsul Anuar Nasarah, destacou no parlamento os esforços intensificados de repressão em toda a Malásia. Um total de 3.049 operações foram executadas em todo o país durante este período. O ministério continua comprometido em melhorar suas capacidades de monitoramento e tecnologia para identificar melhor locais de alto risco onde a mineração ilegal de criptomoedas pode ocorrer.
Ele enfatizou a importância de reforçar a colaboração na troca de informações e coordenar operações de aplicação da lei com outras agências relevantes. Os principais parceiros incluem a empresa nacional de energia da Malásia, Tenaga Nasional Berhad (TNB), a Comissão de Energia e as autoridades locais.
O Impacto nos Sistemas de Energia
As operações ilegais de mineração de criptomoedas não só violam os marcos legais, mas também resultam em roubos significativos de eletricidade. Isso impõe perdas financeiras substanciais a empresas fornecedoras de energia, como a TNB. Em dezembro de 2025, foi relatado que mineradores de Bitcoin não autorizados causaram danos de mais de $1,1 bilhão à TNB ao longo de cinco anos.
Além disso, essas atividades não autorizadas ameaçam a estabilidade do fornecimento de eletricidade para residentes nas áreas circundantes. No entanto, as investigações não revelaram evidências ligando policiais ou representantes do conselho local de Manjung a quaisquer operações não autorizadas relatadas anteriormente.
Uma Perspectiva Regional
Essa questão não é isolada apenas na Malásia; incidentes semelhantes foram registrados em outros países da região. Recentemente, o Departamento de Investigações Especiais da Tailândia confiscou mais de 6.390 dispositivos de mineração, estimando um dano por roubo de eletricidade próximo a $28,5 milhões.
Além disso, as dinâmicas de mercado também desempenham um papel: após um relatório de junho de 2026 por analistas do JPMorgan indicando que quase um quinto dos mineradores de Bitcoin estão operando com prejuízo devido à diminuição da rentabilidade; alguns operadores podem recorrer cada vez mais a métodos ilícitos para redução de custos.
À medida que a Malásia continua seus esforços contra práticas ilegais de mineração de criptomoedas que impactam tanto a integridade econômica quanto a viabilidade da infraestrutura elétrica — tais iniciativas são fundamentais para garantir um crescimento sustentável dentro deste cenário de moeda digital em rápida evolução, sem comprometer o bem-estar social ou os interesses nacionais.