- Tether interrompe suas operações de mineração de Bitcoin no Uruguai, inicialmente avaliadas em $500 milhões.
- A empresa cita tarifas de eletricidade pouco competitivas como a principal razão para o fechamento.
- A maioria dos funcionários foi dispensada, mas a Tether planeja continuar explorando projetos de longo prazo na América Latina.
- Os planos ambiciosos de energia renovável da Tether incluíam parques eólicos e solares totalizando 300 MW.
Tether Interrompe Operações de Mineração de Bitcoin no Uruguai
A Tether, emissora da stablecoin USDT, anunciou a cessação de suas operações de mineração de Bitcoin no Uruguai. Esta decisão foi impulsionada principalmente por tarifas de eletricidade pouco competitivas que tornaram o negócio insustentável. A empresa notificou o Ministério do Trabalho do Uruguai sobre esse desenvolvimento enquanto dispensava a maior parte de sua força de trabalho local.
Antecedentes e Planos de Investimento Inicial
Em maio de 2023, a Tether ganhou destaque ao anunciar um investimento substancial na mineração de Bitcoin no Uruguai. A escolha desta jurisdição foi atribuída ao seu potencial em fontes de energia renovável. Uma empresa local, supostamente a Microfin, foi contratada como operadora para duas instalações de mineração de criptomoedas.
Desafios Financeiros e Obstáculos Operacionais
Em setembro de 2025, surgiram relatos indicando que a Tether e seu parceiro deviam quase $5 milhões às autoridades locais. Como consequência, o fornecimento de eletricidade para suas instalações foi interrompido no final de julho. Embora a Tether reconhecesse essa dívida, negou quaisquer planos imediatos de sair do Uruguai.
- Apesar dos esforços para negociar condições favoráveis com as autoridades locais, os altos custos de eletricidade se mostraram insuperáveis.
- Consequentemente, a Tether decidiu reduzir significativamente as operações e demitiu 30 dos 38 funcionários.
Projetos Ambiciosos de Energia Renovável
O projeto da Tether envolvia um plano de investimento de até $500 milhões para a construção de três locais de mineração de criptomoedas com uma capacidade combinada de 165 MW. Além disso, eles visavam desenvolver turbinas eólicas e painéis solares gerando até 300 MW.
De acordo com o El Observador, pelo menos $150 milhões foram alocados para o desenvolvimento de infraestrutura gerenciada pela Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas (UTE) e pelo Sistema Nacional Integrado de Energia.
As Implicações Mais Amplas na Estratégia da Tether
Embora a saída do Uruguai represente um revés para os objetivos operacionais imediatos da Tether na América do Sul, isso destaca seu compromisso com projetos de longo prazo em toda a América Latina. A empresa mantém sua visão, apesar deste contratempo temporário.
O CEO Paolo Ardoino afirmou anteriormente que a Tether pretende se tornar a maior mineradora de Bitcoin do mundo até o final de 2025—ainda um objetivo alcançável se desafios como os enfrentados no Uruguai puderem ser superados com sucesso.
Em última análise, embora a interrupção das operações seja uma notícia decepcionante hoje, as lições aprendidas aqui provavelmente moldarão futuros empreendimentos positivamente em outras regiões onde soluções de energia sustentável se alinham melhor economicamente com os objetivos corporativos—promissor, de fato!
