- Paolo Ardoino, CEO da Tether, prevê o declínio eventual do USDT em favor do Bitcoin.
- Stablecoins são vistas como ferramentas transitórias que levam o Bitcoin a se tornar a moeda global dominante.
- O envolvimento da Tether no mercado de dívida dos EUA destaca sua influência geopolítica.
- O sucesso financeiro da Tether é atribuído a taxas de transação zero e altos rendimentos do tesouro.
- A empresa está fazendo investimentos estratégicos e expandindo-se globalmente, especialmente em mercados emergentes.
CEO da Tether: “Em 50 Anos, USDT Não Será Mais Necessário; O Melhor Dinheiro é o Bitcoin”
Em uma entrevista recente com Simply Bitcoin, Paolo Ardoino, CEO da Tether, compartilhou suas percepções sobre a trajetória futura das stablecoins e do Bitcoin. Ao elaborar sobre a transformação dentro da Tether e sua direção estratégica em adotar o Bitcoin como moeda global, ele postulou que stablecoins como o USDT são meras soluções provisórias. Segundo Ardoino, esses ativos digitais servem como pontes para facilitar transferências de dólar mais fáceis, mas carecem das qualidades duradouras de um sistema monetário ideal, incorporado pelo Bitcoin.
O Papel das Stablecoins e o GENIUS Act no Mercado dos EUA
Ardoino destacou a importância de estruturas regulatórias como o GENIUS Act na formação da competição de stablecoins nos Estados Unidos. Este desenvolvimento legislativo forneceu um modelo estruturado para a emissão de stablecoins, desencadeando dinâmicas competitivas que são consideradas benéficas para a evolução do mercado.
A pandemia catalisou um aumento no uso do USDT, especialmente na América Latina e na Ásia, onde os usuários reconheceram sua utilidade como armazenamento digital seguro para dólares. Hoje, o USDT opera como uma ferramenta macroeconômica que reforça a dominância do dólar em todo o mundo.
Marcos Financeiros: Zero Taxas para Lucros Recordes
O modelo financeiro da Tether se destaca devido à sua política de taxas de transação zero. Combinado com o aumento das taxas do Tesouro dos EUA, essa abordagem impulsionou a Tether a se tornar uma das empresas mais lucrativas por funcionário globalmente. Relatórios recentes indicam lucros impressionantes atingindo $10 bilhões apenas no terceiro trimestre de 2025.
O balanço patrimonial da empresa reflete mais de 120.000 BTC em posse, com lucros sendo convertidos em Bitcoin e ouro — uma indicação de estratégia de ativos diversificados voltada para a estabilidade em meio às flutuações do mercado.
Expansão Global: Desenvolvimento de Infraestrutura e Investimentos Estratégicos
A Tether está ativamente aprimorando sua infraestrutura e presença em diversos mercados:
– Lançamento do USAT — uma nova stablecoin integrada na carteira do Rumble.
– Desenvolvimento de um Kit de Desenvolvimento de Carteira (WDK) de código aberto voltado para plataformas móveis.
– Investimento na África via Kotani Pay para promover inclusão financeira.
– Expansão da escala USDT na América Latina através de investimentos da Parfin.
– Engajamento em empréstimos garantidos por bitcoin através de parcerias com Ledn.
– Planejamento de rodadas substanciais de investimento como $1,16 bilhões para a Neura Robotics.
Além desses esforços, a Tether está avançando na infraestrutura de inteligência artificial lançando plataformas como a QVAC, enquanto também assegura recursos de GPU por meio de alianças com Rumble e Northern Data.
Ardoino enfatizou que soluções de autocustódia serão fundamentais para a ampla adoção de criptomoedas em países desenvolvidos como os EUA, enquanto instrumentos como o USDT permanecem ferramentas de sobrevivência vitais em regiões em desenvolvimento enfrentando instabilidade econômica.
Como parte de seu compromisso contínuo com o crescimento e a inovação no espaço cripto, a Tether recentemente expandiu seu portfólio de criptomoedas adquirindo 8.888 BTC a um custo superior a $1 bilhão — fortalecendo ainda mais sua posição em meio a paisagens de mercado em evolução.
