Gal Gadot defendeu o uso de inteligência artificial na produção cinematográfica durante uma participação no podcast Happy Sad Confused sobre seu trabalho no filme Bitcoin. A posição dela destaca o esforço da indústria para usar IA como ferramenta de produção, ao mesmo tempo em que protege o controle dos atores sobre suas imagens e atuações.
Gadot disse que o desenvolvimento da IA não pode mais ser ignorado, comparando-o a “um trem que já deixou a estação”. Pessoas na indústria cinematográfica terão de aprender a trabalhar com a tecnologia ou correrão o risco de ser excluídas do mercado, afirmou.
“Ou você trabalha com ela, ou está completamente fora do jogo”, disse Gadot.
No entanto, Gadot afirmou que não apoia o uso descontrolado de IA. A tecnologia foi usada em Bitcoin para criar cenários e iluminação, enquanto a atuação permaneceu inteiramente humana, disse ela.
Gadot também insistiu que a IA não fosse usada para alterar ou reproduzir sua atuação. As negociações sobre essas proteções levaram cerca de seis meses, resultando no que ela descreveu como o contrato mais longo de sua carreira.
Seus advogados buscaram antecipar diferentes cenários para o uso de IA e estabelecer limites legais sobre como a tecnologia poderia ser aplicada à sua imagem. Segundo Gadot, representantes do sindicato de atores SAG contataram seus advogados em busca de recomendações que pudessem ajudar a atualizar proteções contratuais para outros artistas.
A posição de Gadot estabelece uma distinção entre o uso de IA para trabalho de produção e sua aplicação à aparência ou à atuação de um ator. Ela afirmou que a tecnologia poderia servir como uma ferramenta de produção cinematográfica, desde que os atores mantivessem o controle sobre ambos.
Produção com IA para Bitcoin
O thriller Bitcoin, anteriormente conhecido como Bitcoin: Killing Satoshi, tem orçamento estimado de US$ 70 milhões. Doug Liman, conhecido por The Bourne Identity, dirigiu o filme.
O elenco também inclui Casey Affleck, Pete Davidson e Isla Fisher. A trama gira em torno da busca pela identidade de Satoshi Nakamoto, o criador do bitcoin.
A história se desenrola em cerca de 200 locais em todo o mundo, embora o elenco não tenha viajado para esses locais para as filmagens. A maior parte das cenas foi gravada em ambientes internos de uma antiga concessionária de automóveis, usando telas cinzas, com a IA gerando os cenários e a iluminação após as filmagens, informou a Decrypt.
O produtor Ryan Kavanaugh afirma que a realização de um projeto comparável por meio de métodos tradicionais de produção poderia ter custado mais de US$ 300 milhões. Ele disse que a abordagem usada em Bitcoin reduziu as despesas em mais de US$ 200 milhões.
Fonte: HODL Press
